segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aprendendo sobre a arte da licenciatura.

Desde que entrei na universidade uma dúvida cruel me assombra: se devo exercer ou não profissão.
Ao longo da disciplina de didática eu pude observar as funções da escola e como eu poderia ajudar para que esta pudesse de fato ser reinventada. Observei também as teorias de currículo e pude perceber todas as mudanças as quais o currículo foi submetido até chegar ao currículo atual.
Nesta disciplina debatemos sobre vários assuntos, porém foram as novas didáticas que me fizeram parar para pensar em que tipo de professora eu gostaria de ser. É claro que acho extremamente cedo para eu decidir como eu pretendo lecionar e que tipo de tarefas eu vou elaborar, porém já foi o suficiente para que eu pensasse seriamente no assunto.
Acredito que posso me tornar uma boa professora e que posso aplicar muitas das coisas aprendidas nesta disciplina.
Por fim, nada aprendido foi em vão, pois atualmente quando vou preparar uma atividade para meus alunos, sempre procuro me lembrar de características principalmente interacionistas que eu gostaria de contemplar com tal atividade, além disso, busco ensinar valores aos meus alunos como o respeito e a partilha, assim como foi feito nesta disciplina.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A avaliação pode auxiliar no processo de aprendizagem?

Acredito que o professor pode e deve utilizar avaliação como aliada no processo de aprendizagem.

É claro que para que isto ocorra é necessário que o professor tome alguns cuidados com relação à elaboração da avaliação como, por exemplo:

ü  Formular questões inteligentes, que estimulem os alunos a aprenderem;

ü  Formular questões que estimulem a inteligência e que coloquem à prova o conhecimento;

ü  Não utilizar questões ás quais a maioria responde igual;

ü  Não utilizar questões que os alunos podem copiar uns dos outros;

ü  Realizar questões que “obriguem” o aluno a argumentar as respostas.

Podemos perceber que elaborar uma avaliação com a qual os alunos de fato possam aprender é uma tarefa difícil, porém com um pouco de dedicação do professor tanto na hora de ensinar, quanto na hora de elaborar e corrigir a prova isso pode ser possível.

Outro fator muito importante para que de fato a avaliação esteja a serviço da aprendizagem é a correção. Muitos professores apenas entregam as notas das provas aos alunos e apontam os erros cometidos pela maioria no quadro negro, outros apenas entregam as notas.

Não concordo com ambos, pois em minha opinião, o correto seria que o professor observasse os erros e os acertos cometidos pelos alunos individualmente, onde o professor deveria refazer a questão com o aluno explicando-lhe o que fez de errado na questão e ao mesmo tempo parabenizando-o pelos seus acertos.

Enfim, acredito que na atualidade o professor utiliza erroneamente a avaliação, pois este a utiliza principalmente como objeto de punição, esquecendo a principal função da avaliação que é avaliar e auxiliar na aprendizagem dos alunos.

Através dos acertos os alunos aprendem, mas através dos erros, às vezes, eles aprendem ainda mais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As novas didáticas são mesmo uma boa ideia?

Embora eu concorde com grande parte das ideias interacionistas, que deram origem as novas didáticas, há muitas características das novas didáticas com as quais eu não concordo.

É claro que a ideia de que o professor e o aluno devem construir o conhecimento juntos com base em materiais bem elaborados é muito inteligente, porém agrupar os alunos para a realização de tarefas, não é nada interessante, pois:

ü  O professor não consegue avaliar o rendimento dos alunos individualmente;

ü  O professor perde o controle da turma;

ü  Os alunos conseguem se esquivar mais facilmente das tarefas;

ü  Muitos alunos realizam as tarefas sozinhos, não permitindo que seus colegas contribuam na resolução das tarefas;

Assim, penso que deveríamos mesclar as características das novas didáticas com as características da didática tradicional principalmente no ensino de matemática, pois eu não agruparia meus alunos para resolver exercícios em conjunto, porque sempre acabaria ocorrendo um dos problemas citados acima.

É claro que não devemos apelar apenas à matemática tradicional no ensino matemático, pois é possível sim elaborar problemas que incentivem os alunos a pensar, usar seu conhecimento prévio e sua criatividade nesta disciplina.

Outro aliado importantíssimo já citado por mim anteriormente é o material dourado, que faz com que matérias muito abstratas, como as frações, por exemplo, tornem-se mais concretas para os alunos.

Enfim, acredito que as novas didáticas sejam importantes para que a educação dê importantes passos, porém não acho que estas isoladamente sejam as medidas corretas a serem tomadas, pois creio que uma mistura de características das novas didáticas e da didática tradicional seria a melhor escolha.
O aluno deve ter suas próprias idéias de como resolver as tarefas. (fonte:http://blog.educacional.com.br/leilamachado/)
Material dourado utilizado para auxiliar na aprendizagem de frações (Fonte:http://www.brinkemoveis.com.br/produto.aspx?id=344)

Ser interacionista ou não ser, eis a questão.

Mesmo sendo muito cedo para me posicionar, devido a pouca experiência que possuo, creio que eu sou parte interacionista e parte tradicional, pois penso que:

ü  Professor e aluno constroem o conhecimento juntos;

ü  A relação entre o professor e o aluno deve ser uma via de mão dupla, onde ambos ensinam e aprendem;

ü  As atividades oferecidas em sala de aula devem possuir, em sua maioria, mais de uma resposta possibilitando que o aluno pense e utilize seu conhecimento e criatividade para resolvê-las;

ü  As atividades, principalmente da disciplina de matemática, devem ser resolvidas pelos alunos individualmente;

ü  Os conteúdos que forem trabalhados em sala de aula devem ser passados no quadro negro e os alunos devem copiá-lo de forma organizada em seus cadernos, de maneira que estes poderão consultá-lo mais tarde se necessário;

ü  Provas são necessárias para que seja testado o nível de comprometimento e de entendimento dos alunos quanto ao conteúdo e a aula do professor;

ü  As provas não avaliam somente os alunos, mas também o professor e somente bons professores conseguem observar que não são somente os alunos que erram;

ü  É importante que o professor saiba utilizar o erro como parte da aprendizagem do aluno;

ü  É muito importante que o professor saiba valorizar também os acertos dos alunos;
Esta foto ilustra o diálogo que acredito que deve ocorrer entre professor e alunos. (Fonte:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=3557)




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Por que não podemos pensar na possibilidade de unir a matemática formal e a etnomatemática?

A ideia inicial do movimento da matemática moderna me deixou extremamente intrigada, pois a ideia de aproximar a matemática do ensino fundamental à matemática ensinada nas universidades é de fato uma ideia no mínimo interessante.
Há quem ache que aproximar a matemática do ensino fundamental à matemática formal é o caminho correto para a melhora do ensino público, pois querendo ou não muito se perdeu da formalidade matemática através das mudanças ocorridas no currículo.
Não concordo com esse ponto de vista, pois a matemática muito formal iria acabar de vez com o interesse dos alunos, pois se nem nós que somos universitários nos encontramos preparados para tratar dos conteúdos ensinados na universidade, como conseguiríamos que as crianças criassem de repente tal hábito?
Em contra partida vem a Etnomátematica, que diz que não existe apenas a matemática considerada universal, mas sim várias matemáticas diferentes.Esta acredita na utilização da matemática do dia a dia, pois muitos povos mesmo desconhecendo a matemática formal, utilizam matemática das mais variadas formas no seu dia a dia, e caso alguém viesse ensiná-los a matemática "correta" estes não a reconheceriam como matemática.
            Em minha humilde opinião, não devemos nos ater unicamente a nenhuma das duas ideias, pois ambas sozinhas não o tipo de matemática que acredito serem as corretas. Porém, se unirmos as duas maneiras de ver a matemática podemos obter algo muito interessante.
Desta forma, acredito que poderíamos ensinar uma matemática mais significativa para as crianças criando jogos educativos e atividades com contextos próximos dos contextos nos quais estas crianças vivem. Onde ao mesmo tempo em que estão se divertindo, estas estão trabalhando fortemente seu raciocínio lógico. Além disso, creio que podemos resgatar alguns componentes importantes da matemática formal na hora de ensinar, pois os professores estão esquecendo totalmente a matemática formal, o que eu não acho certo, pois muitos dos componentes da matemática formal as crianças teriam totais condições de aprender.
Enfim, gostaria de deixar essa minha ideia de unir ideias tão diferentes em prol de um ensino de qualidade.
O material dourado, um material muito eficiente utilizado para ensinar as crianças sobre o nosso sistema de numeração, é um dos exemplos de materiais concretos que podemos utilizar em sala de aula.
(fonte:http://zinara.blogspot.com/2010/05/material-dourado.html)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Propostas curriculares: difícil com elas, pior sem elas.

               Cada uma das propostas curriculares estudadas possuem suas particularidades, donde surgem objetivos iguais e divergentes entre elas.
                A proposta curricular de Santa Catarina propõe que devemos mudar a ideia de que a matemática é um conhecimento pronto e exato, voltando o ensino de matemática para uma educação histórica e crítica. A proposta curricular nacional do ensino fundamental possui ideias bem parecidas em relação a isso, onde esta afirma que a matemática precisa estar ao alcance de todos e que os conteúdos matemáticos apresentados devem ser apresentados como historicamente construídos.
                Concordo plenamente com ambas as propostas pois, a partir do momento que a matemática deixar de ser “coisa do outro mundo” os alunos se acharão capazes de fazer e compreender matemática.
                Um ponto extremamente importante que foi tratado é que para que acontecessem essas mudanças no ensino de matemática era necessário que a proposta curricular mudasse, porém a falta de condições de trabalho encontrada pelos professores e o próprio desconhecimento da proposta curricular atrapalha efetivamente essas mudanças. Daí vem a pergunta, como iremos mudar o ensino através das propostas curriculares se nem os professores têm conhecimento delas? Fica difícil né?
                Gostei muito também da ideia apresentada na prática curricular nacional do ensino fundamental de associar os conteúdos matemáticos apresentados em sala de aula com os temas transversais, pois é de extrema importância que o ensino de matemática seja de fato relacionado aos mais diversos temas do dia-a-dia dos alunos.
                Outro ponto importante tratado na proposta curricular de Santa Catarina é associar ao professor a função de mediar os conhecimentos gerados em sala. Em minha opinião, essa é a função mais importante do professor, pois a função deste não deveria ser a de apenas depositar conhecimentos, mas sim de mediar às ricas trocas de conhecimentos que ocorrem durante as aulas.
Já a proposta curricular do ensino médio organiza as disciplinas já conhecidas em três grandes áreas:
1.       Linguagens, códigos e suas tecnologias;
2.       Ciências da natureza, matemática e suas tecnologias,
3.       Ciências humanas e suas tecnologias.
O objetivo dessa nova organização é unir em uma mesma área conhecimentos que compartilham objetos de estudo com uma perspectiva de interdisciplinaridade.
Por fim, podemos dizer que todas as propostas possuem objetivos muito importantes para o aprimoramento do ensino matemático, onde se faz necessário, mesmo que essa seja uma tarefa árdua, que os professores e demais componentes do corpo docente da escola procurem fazer com que o ensino chegue o mais próximo possível da proposta curricular apresentada.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

As teorias do currículo e suas influências na escola

Com o grande desenvolvimento industrial ocorrido na década de 20 os teóricos tradicionais passam a se preocupar com a educação de jovens e crianças. Donde, o ensino era totalmente voltado à formação para o trabalho, pois nesta época de desenvolvimento industrial se tornava extremamente necessária a mão-de-obra qualificada.         
 É claro que como a preocupação do ensino desta época era formar para o trabalho, não ficava em foco o sujeito, ou seja, todos eram tratados de forma igual, a escola não se preocupava em ensiná-los a pensar, pensando bem o objetivo talvez fosse que eles nem pensassem, que aprendessem apenas a executar tarefas sem ao menos perguntar como e por que.
A fim de criticar as teorias já existentes e buscar melhorar o ensino surgiram por volta dos anos 60 as teorias críticas. Onde um dos principais objetivos destas era apontar que a escola e o currículo não são neutros, ou seja, que tanto a escola como o currículo reproduzem a ideologia dominante.
E por fim surgem as teorias pós-críticas com o objetivo de aprofundar as teorias críticas, onde uma das questões mais importantes dessas teorias em minha opinião são as questões de gênero, etnia e raça , pois em um trabalho feito por mim em outra disciplina, observei o quanto estas questões estão envolvidas no dia-a-dia escolar.
Observei livros didáticos e conclui que as desigualdades e estereótipos sobre gênero existentes na sociedade são claramente reproduzidas nos livros didáticos, onde não há figuras de meninas jogadoras de futebol, nem figuras onde homens são subordinados de mulheres, ou seja, observei que em todas as figuras as mulheres estavam realizando tarefas consideradas pela sociedade “de meninas”.
Outro ponto importantíssimo das teorias pós-criticas é a ideia do multiculturalismo, ou seja, que em cada local, existe um povo diferente, com culturas diferentes, e o certo seria se não houvesse um ensino considerado universal, pois por exemplo, em muitos locais as crianças são alfabetizadas aprendendo a ler e escrever palavras como jaca, sem ao menos ter visto uma jaca ou saber sequer o que é, tornando assim o aprendizado muito mais difícil e distante da realidade dessas crianças.                                       
Desta maneira, as escolas deveriam tratar do ensino de acordo com as características de cada região, tornando importante assim que seja percebido que o ensino e a cultura local não sejam apresentados como coisas diferentes, desconexas. 
Assim, observamos que cada uma dessas teorias teve sua importância em sua época, e que embora tenhamos hoje em dia inúmeras críticas às terias tradicionais, por exemplo, teriam existido as teorias críticas e as teorias pós-críticas, sem que as teorias tradicionais tivessem existido? E será que as teorias tradicionais não foram muito inovadoras para sua época? Ficam aí estas perguntas.

Teorias tradicionais

Tradução: Ignorância é a melhor política; Conhecimento é ruim; Nunca esteja preparado.


Teorias pós-críticas