Com o grande desenvolvimento industrial ocorrido na década de 20 os teóricos tradicionais passam a se preocupar com a educação de jovens e crianças. Donde, o ensino era totalmente voltado à formação para o trabalho, pois nesta época de desenvolvimento industrial se tornava extremamente necessária a mão-de-obra qualificada.
É claro que como a preocupação do ensino desta época era formar para o trabalho, não ficava em foco o sujeito, ou seja, todos eram tratados de forma igual, a escola não se preocupava em ensiná-los a pensar, pensando bem o objetivo talvez fosse que eles nem pensassem, que aprendessem apenas a executar tarefas sem ao menos perguntar como e por que.
A fim de criticar as teorias já existentes e buscar melhorar o ensino surgiram por volta dos anos 60 as teorias críticas. Onde um dos principais objetivos destas era apontar que a escola e o currículo não são neutros, ou seja, que tanto a escola como o currículo reproduzem a ideologia dominante.
E por fim surgem as teorias pós-críticas com o objetivo de aprofundar as teorias críticas, onde uma das questões mais importantes dessas teorias em minha opinião são as questões de gênero, etnia e raça , pois em um trabalho feito por mim em outra disciplina, observei o quanto estas questões estão envolvidas no dia-a-dia escolar.
Observei livros didáticos e conclui que as desigualdades e estereótipos sobre gênero existentes na sociedade são claramente reproduzidas nos livros didáticos, onde não há figuras de meninas jogadoras de futebol, nem figuras onde homens são subordinados de mulheres, ou seja, observei que em todas as figuras as mulheres estavam realizando tarefas consideradas pela sociedade “de meninas”.
Outro ponto importantíssimo das teorias pós-criticas é a ideia do multiculturalismo, ou seja, que em cada local, existe um povo diferente, com culturas diferentes, e o certo seria se não houvesse um ensino considerado universal, pois por exemplo, em muitos locais as crianças são alfabetizadas aprendendo a ler e escrever palavras como jaca, sem ao menos ter visto uma jaca ou saber sequer o que é, tornando assim o aprendizado muito mais difícil e distante da realidade dessas crianças.
Desta maneira, as escolas deveriam tratar do ensino de acordo com as características de cada região, tornando importante assim que seja percebido que o ensino e a cultura local não sejam apresentados como coisas diferentes, desconexas.
Assim, observamos que cada uma dessas teorias teve sua importância em sua época, e que embora tenhamos hoje em dia inúmeras críticas às terias tradicionais, por exemplo, teriam existido as teorias críticas e as teorias pós-críticas, sem que as teorias tradicionais tivessem existido? E será que as teorias tradicionais não foram muito inovadoras para sua época? Ficam aí estas perguntas.
Teorias tradicionais
Tradução: Ignorância é a melhor política; Conhecimento é ruim; Nunca esteja preparado.
Teorias pós-críticas